A Loja (Conto)

quinta-feira, 2 de julho de 2009

Cada intervalo de tempo entre meus passos parecia-me uma eternidade, a tarde caía de cor vermelho sangue. Minha cabeça estava um turbilhão de pensamentos, em sua maioria confusos e desformes, as pessoas pareciam me olhar com desprezo na rua. Talvez pelo fato de eu usar roupas rasgadas e aparentar seriamente doente, pelo visto elas realmente me observavam por isso. Então elas não sabem o que amar faz com alguém, por que eu não estava drogado, não, doente não seria a expressão correta para o meu estado também. Me sentia vulneravel, era estranho pensar como um sentimento pode simplesmente ruir um ser, partir uma vida ao meio. Minha respiração ficava cada vez mais pesada e lenta, exalava suspiros enquanto rolavam em meu peito algumas lagrimas desgarradas de meus olhos. A noite ja se estendia sobre mim, fria e delicada, afagando os meus pesares com seu halito gélido. Tantos nomes podiam surgir na minha cabeça, porém, somente o dela, do meu amor, surgia das profundezas do meu sub-consciente como uma ordem de execução. Meus cabelos desgrenhados dançavam ao vento, meu tênis gasto deixava à mostra partes do meu pé, finalmente sentei-me debaixo de um toldo de uma loja falida. Era ali a minha parada, a loja, ela era velha e tinha um aspecto altamente duvidoso as janelas quebradas e as paredes com partes cobertas pelo mofo, iria renomear a loja e mantê-la fechada para sempre, só abrindo quando tivesse alguém que realmente quisesse comprar algo de um lugar tão apodrecido. Tenho certeza de que o melhor nome para a minha loja será "Coração".

By: Bruno

2 comentários:

Alice. disse...

Já disse que eu adoro seu jeito de escrever (; acho que eu nunca tinha lido um conto seu, só poesia mesmo... Muito bom esse! Sempre melhorando né bruno (; te aamo <3

Carol Efing disse...

é.. esse é o bruno né pessoal? Sempre nos surpeendendo :X haha suypreendendo sempre do mesmo hgeito XP

Ponto Final

Deixei de ser reticencias para tornar-me ponto final.

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